
Foi sancionada a Lei nº 9.831, de 10 de dezembro de 2025, de autoria do deputado Paulo Júnior (PV), que declara a “Festa dos Lambe-Sujos e Caboclinhos”, realizada no município de Laranjeiras, como Bem de Interesse Cultural do Estado de Sergipe. A norma foi publicada no Diário Oficial do Estado no dia 11 de dezembro de 2025.
De acordo com o texto, a manifestação cultural passa a ser reconhecida na forma do §1º do art. 9º da Lei nº 9.088, de 23 de agosto de 2022, que dispõe sobre a proteção do patrimônio cultural sergipano. A lei também estabelece que a celebração, realizada anualmente no segundo domingo do mês de outubro, seja incluída no Calendário Oficial de Eventos do Estado de Sergipe. O reconhecimento institucional reforça a importância da festa como expressão da identidade cultural do povo sergipano, assegurando maior visibilidade e valorização dessa manifestação popular tradicional, que mobiliza a comunidade local e atrai visitantes de diversas regiões do Estado.
Tradição cultural de Laranjeiras
A festa dos Lambe-Sujos e Caboclinhos é uma manifestação popular tradicional de Laranjeiras, com registros históricos que remontam ao século XIX, sendo realizada todos os anos no segundo domingo de outubro e considerada uma das expressões mais antigas e vivas do patrimônio cultural imaterial de Sergipe. A celebração tem origem na narrativa histórica do Brasil Colônia, simbolizando, de forma teatral e festiva, aspectos sociais e culturais ligados à luta dos negros escravizados em busca de liberdade e à presença indígena na formação da sociedade local.
Os Lambe-Sujos representam os negros escravizados, que para fugir dos capitães-do-mato utilizavam artifícios de camuflagem e permaneceram como ícone de resistência e sobrevivência cultural. Já os Caboclinhos evocam a presença indígena, com trajes e pinturas que destacam sua identidade e participação nessa narrativa festiva.
Ao longo de um dia inteiro de celebração, as ruas de Laranjeiras se transformam em um grande teatro a céu aberto, com cortejos, músicas, danças, brincadeiras e encenações que atraem moradores, visitantes e turistas de diferentes regiões, consolidando a festa como um marco de cultura popular e patrimônio imaterial.
Foto: Igor Matias/Governo do Estado
Com informações do Governo de Sergipe











