
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou, nesta quinta-feira, 5, durante a reunião do Conselho Arbitral da Série B, a criação do Programa de Apoio à Reestruturação Financeira de Clubes da Série B (PARF-B). A iniciativa tem como objetivo fortalecer a sustentabilidade econômica da competição, condicionando o apoio financeiro ao cumprimento de regras de responsabilidade fiscal e boas práticas de gestão.
Além do novo programa, a CBF definiu mudanças no formato de disputa da Série B. A partir desta edição, a competição contará com playoffs entre os clubes que terminarem entre a 3ª e a 6ª colocação, ampliando a disputa pelo acesso até as rodadas finais.
Por meio do PARF-B, a CBF manterá o financiamento integral das despesas de logística — como transporte e hospedagem —, além dos custos com exames antidoping e taxas de arbitragem. No entanto, a continuidade desses benefícios passa a estar vinculada ao cumprimento de requisitos previstos no Sistema de Sustentabilidade Financeira (Fair Play Financeiro) da entidade, que exige maior transparência e controle financeiro por parte dos clubes.
Para o presidente da CBF, Samir Xaud, a reunião representou um avanço no processo de valorização da Série B. Segundo ele, a entidade busca reconstruir e fortalecer seus campeonatos, equilibrando apoio financeiro e responsabilidade administrativa. “Nada mais justo do que a CBF continuar ajudando os clubes financeiramente, mas, em contrapartida, os clubes precisam demonstrar controle e responsabilidade na gestão”, afirmou.
O vice-presidente da CBF, Gustavo Henrique Dias, destacou que a medida foi amplamente estudada pelo corpo técnico da entidade e reflete um compromisso com o futuro da competição. “Queremos corrigir erros do passado e trilhar um caminho de valorização da Série B, que é uma competição muito disputada e querida pelo público”, disse.
Entre os representantes dos clubes, a avaliação também foi positiva. Guilherme Bellintani, dono da SAF do Londrina, afirmou que as mudanças representam uma renovação da Série B. Para ele, a combinação entre o novo modelo de disputa e a exigência de responsabilidade financeira cria um cenário mais competitivo e sustentável. “O público ganha, o torcedor ganha e os clubes ganham. É um movimento inédito ao vincular o financiamento da logística ao cumprimento das primeiras regras do Fair Play Financeiro”, avaliou.
Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Fonte: CBF










