Em outubro de 2024, Aracaju viveu um dos principais momentos de sua história ao eleger, Emília Corrêa como a primeira prefeita mulher. Mas a liderança das mulheres não ficou restrita somente à prefeita, secretárias, presidentes de autarquias ou coordenadoras de órgãos, como Defesa Civil. A ampla presença feminina em toda gestão é uma realidade e demonstra o compromisso da Prefeitura de ampliar a equidade de gênero no serviço público.
Em diversas pastas, como Fazenda, Saúde, Segurança, Trabalho, entre outras, existem mulheres ocupando cargos de gestão e direção, que são responsáveis por importantes projetos e decisões. Com muita competência, responsabilidade e empatia, elas desempenham trabalhos de extrema importância que vem transformando a cidade.
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Reprodução: Portal Imprensa1 ( www.imprensa1.com.br_)
Por: Secom / PMA
AS MULHERES EM DESTAQUE NA GESTÃO PÚBLICA DE ARACAJU:
A diretora do departamento de tributos imobiliários da Secretaria Municipal dá Fazenda (Sefaz), Ignez Souto Maior, é auditora concursada do município há 36 anos e hoje diz sentir muito orgulho de assumir essa posição. “Eu fico realmente muito honrada de ser diretora na secretaria da fazenda e ter o meu trabalho reconhecido e valorizado. O meu chefe dá a maior força e isso importa para que a gente trabalhe bem. Às vezes até brinco que vou me aposentar, mas ele diz ‘agora não, só depois que eu sair’. Então, eu tenho o maior orgulho de estar aqui”.
Luciana Ribeiro, que está a frente da Coordenadoria Executiva de
Enfrentamento e Combate à Violência contra à Mulher, vinculada à Secretaria Municipal da Justiça e Cidadania (SSM/Aju), conta que estar a frente de um cargo como o seu, principalmente por se tratar de uma área de extrema sensibilidade, requer muito compromisso e responsabilidade. Além disso, a coordenadora, que já foi presidente do Conselho Municipal da Mulher e ainda segue como conselheira, diz que ter a prefeita Emília Corrêa, que possui um histórico de defesa dos direitos das mulheres e da mulher em situação de violência, como gestora da cidade reforça a sua vontade de trabalhar em prol de uma cidade mais justa e segura para as mulheres.
Para a diretora de qualificação da Fundação Municipal de
Formação para o Trabalho (Fundat), Graça Oliveira, ocupar um cargo de gestão é mostrar para as mulheres que têm o poder para ocupar os espaços que elas quiserem. “Quando a gente, enquanto mulher, entende o nosso papel na sociedade, nós conseguimos encarar todos os desafios que vier e estarmos em qualquer cargo que almejamos. Então, para mim é sempre uma coisa gratificante estar aqui e contribuir de certa forma para que mais mulheres ocupem os seus espaços”, falou.
Para a consultora extraordinária da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Iraneide Santos, ser mulher e ocupar um cargo como o seu demanda muita força, sensibilidade e responsabilidade por lidar com diversas demandas, pessoais e
profissionais. “Uma mulher na liderança ela desenvolve múltiplas tarefas ao mesmo tempo. Porque ela tem sua vida pessoal, seus momentos como mulher, ela é filha, amiga, para aquelas que têm filhos, têm um vasto trabalho como mãe. E tem o nosso trabalho como líder, onde precisamos trazer essa firmeza, capacidade técnica e orientação e ao mesmo também damos um toque de afeto, sensibilidade que só a gente tem”. A Consultora também destaca que estar num lugar de decisão é também resgatar outros espaços que por muito tempo foram negados às mulheres.
Nas últimas décadas, cada vez mais mulheres foram ocupando mais espaços de lideranças no mercado de trabalho, seja ele público ou privado. No entanto, muitas passaram e, infelizmente, ainda passam por desafios e até violências, simbólicas ou físicas, no seus locais de trabalho. Iraneide explica que mesmo com todo avanço, o machismo ainda é muito enraizado na nossa sociedade, fazendo com que as mulheres precisem provar constantemente a sua capacidade de estar ocupando tal cargo.
A consultora também aponta que ainda existe uma interpretação diferente entre os mesmos posicionamentos de mulheres e homens. “A gente ainda consegue ver o machismo quando, por exemplo, a mulher decide, quando ela se impõe, quando ela precisa falar alto, é porque a mulher está sendo grossa. Mas quando é o homem que fala alto, ele tá sendo forte. E por que a gente não precisa se impor dessa maneira, porque certos momentos demandam, mas ainda existe esse preconceito. Porém, eu acho que a gente inspira e não perdendo a nossa essência independente da da posição que esteja, eu acho que a gente vencer essas adversidades e fazer um bom trabalho”, reforçou.
Para reverter esse cenário, o trabalho individual de cada um na gestão é essencial. Ignez conta que tenta ao máximo cuidar das mulheres da sua equipe, para que elas possam se desenvolver profissionalmente cada vez mais e não perderem espaços. “Meu setor tem várias mulheres e eu faço questão de abriga-las e dar todo suporte delas aqui, principalmente na época da gravidez. Porque ainda existe um certo preconceito com a maternidade, e algumas empresas, por exemplo, deixam elas durante esse momento. Então, se tiver um momento que elas estejam com sono, não esteja se sentindo bem, elas param um pouco até que consigam voltar. Porque realmente busco que elas se sintam acolhidas e não fiquem com receio sobre os seus empregos”, disse.
A presença de mais mulheres nas equipes também tem uma vertente motivadora. Graça destaca que encontra o equilíbrio e orientação para desempenhar bem a suas funções na sua equipe e na presidente da Fundat, Melissa Rollemberg. “Aqui eu tenho duas mulheres que estão sendo o meu farol. Ana, que trabalha nesse setor comigo, e ela me ilumina com o seu saber, pelo jeito de ser, de falar, porque ela é uma delicadeza de pessoa. E fico até emocionada de poder falar sobre a nossa relação. E a segunda mulher, e a própria presidente. Eu conheço Melissa há algum tempo, trabalhamos juntas em várias escolas como professoras, e mesmo cada uma tendo o seu jeito de ser, porque ninguém é igual a ninguém, para mim ela é um modelo de acreditar no serviço público. Ela é uma mulher muito visionária, com uma energia que nos motiva muito”, contou.
Iraneide também reforça que a presença feminina no serviço público proporciona um olhar mais completo nas decisões importantes. “O nosso olhar muitas vezes vem com mais cuidados, também por estarmos habituadas a lidar com diversas áreas, conseguimos ver as várias nuances, olhar todo o entorno de cada tema e com um pouco mais de cuidado”. Um exemplo prático da aplicação desse cuidado foi o desenvolvimento do novo Plano Municipal de Saúde (PMS) 2026-2029, que foi coordenado por Iraneide.
A consultora explica que o novo plano tem como princípio a equidade do acesso e cuidado da saúde da população aracajuana. “Eu costumo dizer que a construção do plano municipal de saúde é o processo mais democratico que temos na saúde, porque é o principal instrumento de saúde pública que a gente tem. Então, alinhados ao plano de governo da Prefeita, nós buscamos ter um olhar diferenciado dos anteriores. Por isso, nós estamos trabalhando com toda a população, com um objetivo voltado para a população negra, outra para a mulher, olhando especificamente para a mulher negra que também tem suas questões particulares, temos uma meta específica para os neurodivergentes, para a população LGBTQIAP+, também estamos trabalhando por uma saúde sem racismo, tentando estruturar políticas que realmente cuidem de cada grupo acolhendo suas especificidades”.
Outro projeto importante que teve coordenação de uma mulher foi o Jovem Aprendiz Municipal, programa que estava paralisado há sete anos. Graça, que coordenou o desenvolvimento do programa disse estar contente por ter integrado a equipe responsável por uma política pública tão significativa para a juventude aracajuana. “Esse era um projeto que estava no plano de governo e é muito importante que tenhamos conseguido trazê-lo de volta. Eu fico muito agradecida por ter participado e por fazer parte de uma equipe que abraçou o trabalho com muito afinco e dedicação. Porque o desenvolvimento profissional da população é o nosso propósito”, celebrou.
Ignez é outra que integra um importante projeto: a reforma tributária do município. A diretora conta que, apesar da auditoria ser um ambiente bastante masculinos, as mulheres que trabalham lá desempenham um ótimo trabalho. “A gente está tendo a reforma tributária aqui e a Secretaria da Fazenda está empenhada em acompanhar essa modificação da legislação. E as mulheres aqui são líderes e poderosas, contribuem demais com o trabalho, fazem videoconferência com o pessoal de Brasília, desempenham um papel realmente muito importante e competente”, elogiou.
Para além da qualidade e efeitos positivos na cidade que os trabalhos das servidoras, o papel que elas desempenham em suas respectivas funções também causam demasiado orgulho para elas próprias. Para Luciana os melhores momentos do seu trabalho na Coevim é quando ela vê a mulher tendo acesso ao que ela estava necessitando.
“Por trabalharmos com mulheres violência, quando chegamos elas estão num momento de extrema vulnerabilidade e precisando de apoio em diversas áreas. E é muito importante quando conseguimos entregar o que ela está precisando, seja orientação jurídica ou social, seja o acompanhamento dela ao Instituto Médico Legal (IML) para fazer o exame de corpo de delito, seja para ir à Defensoria Pública ou ao Ministério Público, ou cuidando das questões de saúde delas. Então, é gratificante poder oferecer os mecanismos para que esse ciclo da violência seja quebrado. Quando a gente olha para ela e vê o sorriso dela, aí vem a alegria de toda equipe”, disse a coordenadora.
O empoderamento dado às mulheres em situação de violência é somente um dos meios da Prefeitura de Aracaju promover mais equidade e uma vida mais digna as mulheres daqui. Dar espaço para que elas ocupem espaços públicos, especialmente os de decisão, reforça o compromisso de garantir que as mulheres estejam onde elas quiserem. Para Ignez, em primeiro lugar as mulheres devem encontrar aquela profissão que lhe dê felicidade. “Não importa onde seja, devemos buscar aquilo que gostamos, que nos faz bem, porque isso vai tornar tudo mais fácil. Não quer dizer que a vida vai ser um mar de rosas, mas vamos conseguir encontrar a felicidade com mais facilidade no dia a dia”, apontou.
Luciana reforça a importância da capacitação constante para que possam ocupar qualquer espaço e executar um bom trabalho. “A mulher, ela pode estar no cargo que ela quiser, se assim ela tiver competência para aquela posição. E eu acredito que a melhor maneira é através dos estudos, da capacitação. A minha foi o meu maior exemplo disso, mesmo depois de muito tempo, ela entendeu que os estudos eram um caminho importante para ter o seu espaço no mundo. E ela foi lá e concluiu o ensino fundamental e médio, fez vestibular, passou na universidade federal e hoje é diretora na rede municipal de ensino. Então, a minha mãe é a minha maior inspiração de uma mulher que despertou e percebeu que ela podia chegar onde quisesse e ela chegou”, relatou.












