Em Sessão Plenária nesta quarta-feira, 26, o deputado Marcos Oliveira (PL) criticou a falta de transparência e gestão do governo do estado de Sergipe em áreas como educação, infraestrutura e abastecimento de água. O parlamentar afirmou que questões essenciais estão sendo negligenciadas, enquanto a “mídia chapa branca” não dá visibilidade a esses problemas.
O deputado ironizou a propaganda governamental. “O Governo está a todo vapor, vendendo uma realidade que não existe para o povo sergipano”, afirmou. Ele reforçou que continuará cobrando soluções para os problemas estruturais do estado.
Falta de pagamento do Fundeb e reajuste dos professores
“Onde está o projeto de lei regulamentando o pagamento dos precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb)? Outros estados já estão na terceira parcela, mas os professores de Sergipe ainda aguardam”, questionou Marcos Oliveira. Ele também cobrou a implementação do reajuste salarial de 6,27% para os docentes, aprovado pelo governo federal. “Os professores tentam negociar com o governador, mas não há nenhum indicativo de que a lei será enviada para esta casa.”
Abastecimento de água e Setor Agrícola
O deputado denunciou a situação crítica do abastecimento de água no sertão sergipano. “Agora é o governo da caixa d’água na porta. As pessoas compram caixas de mil litros para esperar o carro-pipa, uma política assistencialista que oprime o cidadão”, afirmou. Segundo ele, o credenciamento de cem caminhões-pipa transformou uma solução emergencial em uma “política de governo”.
O parlamentar também mencionou um problema em Itabaiana, onde as aulas na comunidade de Agrovila ainda não começaram devido a uma caixa d’água da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) que precisa ser demolida. “Os alunos estão impedidos de estudar porque ninguém quer assumir a responsabilidade de resolver essa situação.”
Marcos Oliveira também destacou os desafios enfrentados pelos produtores rurais devido à falta de infraestrutura para captação de água. “O sistema de abastecimento do estado está comprometido porque nenhum governo teve a coragem de construir novas barragens desde a gestão de João Alves”, criticou.
Ele também alertou sobre as altas taxas cobradas dos irrigantes e a falta de incentivos. “O governo Marcelo Deda não cobrava essa tarifa. Belivaldo colocou cobrança trimestral e, agora, o governo atual cobra mensalmente. Quem trabalha na terra sabe que não se colhe um pé de milho em 30 dias!”, argumentou.
Foto: Jadilson Simões| Agência de Notícias Alese
Por: Débora Nepomuceno Marques